A cada dia que se passa descubro, "eu", que não sou só "eu", que estive, que estava, que estou e que estarei em dúvida sobre as coisas que estão ao meu redor.
Dúvida? Do quê? De quem? Do porquê?
Sei lá!
A vida é assim mesmo cheia de dúvidas
O mais interessante é que tenho aprendido todos os dias, aos poucos, e muito devagar, devagarinho quase parando, que eu não tenho que ter pressa de tirar minhas dúvidas.
Elas existem e são reais.
Tão reais que já tive vontade de morrer, é isso mesmo, de morrer. Não de me matar. De morrer, aqueles desejos que a maioria das pessoas tem. Aquele que você fecha os olhos e tudo simplesmente acabou.
Nesse momento eu fui egoísta o suficiente pra não pensar em ninguém além da minha angústia, por não saber o que fazer com a minha dúvida.
Escolhas são feitas, mas também são desfeitas.
As escolhas não precisam ser pra sempre, ou até pode ser pra sempre, mas um pra sempre com validade, com tempo, porque tudo é realmente pra sempre, mesmo que o pra sempre seja pra ficar na memória.
Fala-se muito que dúvida é sinonimo de fraqueza.
Eu particularmente não concordo, acredito que na dúvida a gente pode aprender, tirar algo de bom proveito, um grande aprendizado. Mas, é na resposta, da dúvida, que descobrimos quem realmente somos.
Eu tive durante muito tempo as minhas, não quero dizer aqui que ainda não as tenho.
Acredito até que elas tenham aparecido a cada dia mais e mais.
Porém, a dúvida hoje já não me assusta tanto como outrora.
Ela me faz vê que sou real e cada dia tenho percebido que existem milhares de pessoas, de diversos tamanhos, cores e mundos tão cheias de dúvidas como eu.
Então, ter dúvida é normal.
O anormal e sempre saber de tudo e nunca balançar ou titubear por alguma coisa.
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